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terça-feira, 20 de agosto de 2013

Meditação para iniciantes

Para quem está agora a começar a prática da meditação, existem algumas dicas úteis que podem ajudar. Vou fazer a explicação de todo o processo e para ter em mente aquilo que poderá esperar. 

Tal como toda a gente, eu também já fui iniciante nesta área e deste modo vou tentar passar os ensinamentos que me passaram na altura. Eu comecei a meditar aos 15 anos, num clube de ioga que havia na escola secundária. Inicialmente o meu professor explicou-me que é natural, ao inicio, sentir-mo-nos bastante impacientes e desconfortáveis em estar tanto tempo na mesma posição. Começamos a sentir comichão e dormência por todo o lado, mas com o tempo vamos esquecendo o corpo e aguentando cada vez mais, até que nos esquecemos por completo de como estamos fisicamente.

Foto retirada do site
Deve-se adoptar uma posição confortável. Desengane-se quem pense que para meditar precisar estar obrigatoriamente na posição de ioga conhecida, pois esta nem sempre é a posição mais confortável e nem todas as pessoas a conseguem fazer. Podem escolher por estarem sentados numa cadeira com as costas direitas, ou sentados sob uma almofada encostados a uma parede. O que importa é que tenha as costas o mais direitas possível e que adopte uma posição onde a sua energia possa fluir livremente. Pode também meditar deitado, de barriga para cima, braços e pernas ligeiramente abertos. Apenas deve ter cuidado para não arrefecerem nem adormecerem nesta posição. 

Depois de escolher a posição mais favorável, deve começar por relaxar todo o corpo. Leve o tempo que for necessário, ao seu ritmo. Inicialmente relaxar todo o corpo demora bastante tempo, porque não estamos habituados a dar atenção aos nossos músculos, nervos e tendões. Comece pela cabeça ou pelos pés, como preferir. Inicialmente começava pela cabeça pois era o mais "próximo" da minha atenção, indo até aos pés que é o mais afastado, mas com o tempo mudei para os pés que para mim é o mais fácil relaxar e a cabeça o mais difícil. 

Vou exemplificar começando pelos pés, mas pode seguir a outra forma, como preferir:
Foto retirada do site
Fixe a sua atenção nos dedos dos pés e sinta eles a relaxar. Se não os conseguir relaxar, obrigue-os com a sua força de vontade, afinal é o seu corpo. Se ele não estiver a responder à sua vontade, só mostra como o seu corpo está desfasado da sua mente. Se mesmo assim, os dedos não obedecerem, mexa-os ligeiramente e depois volte a tentar relaxar. Continue com o processo, subindo pelos pés, tornozelos, pernas, joelhos, coxas, coluna vertebral (vértebra a vértebra), órgãos internos, mãos, braços, ombros e na cara faça de forma pormenorizada como: queixo, boca, nariz, bochechas, olhos, sobrancelhas, testa e coro cabeludo. O objectivo é relaxar TODOS os músculos que  não estão a utilizar para se manter na posição em que se encontra. A posição mais relaxante neste caso, é mesmo deitado no chão, mas corre o risco de adormecer. Pode não saber quando está relaxado, mas o truque é sentir que está a despir-se do seu corpo ou se tiver deitado no chão, que está cada vez mais colado ao chão ou cada vez mais leve. 
Quando estiver totalmente relaxado (demore o tempo que for necessário), deve usar uma das técnicas para acalmar a respiração. Deve respirar sempre pelo nariz, tanto a inspirar como a expirar. Concentre-se na sua respiração, faça respirações cada vez mais pausadas. Uma forma de relaxar a respiração é: de forma suave conte mentalmente até 6 a inspirar e até 12 a expirar, repetindo várias vezes. Deixa-se ir, respire normalmente, até que já não "ouça" a sua respiração. 
Foto retirada do site
Existe outra técnica de respiração muito útil para exercícios de visualização, viagens astrais ou viagens interiores. Chama-se técnica do 4, que consiste em inspirar contando (mentalmente) até 4, aguentando o ar contando (mentalmente) até 4, expirar contando (mentalmente) até 4 e permanecer de pulmões vazios contando (mentalmente) até 4.

Após ter cuidado do corpo, vai então cuidar da mente. Primeira coisa muito importante: esvaziar a mente. NÃO CONTROLE OS SEUS PENSAMENTOS, deixe eles fluírem livremente. É como se tivesse a ver um filme com as cenas passar à velocidade que desejam. No início, os pensamentos são tantos que se atropelam uns aos outros, isso também acontece quando andamos mais cansados ou preocupados ou quando estamos muito tempo sem meditar. Deixe os pensamentos fluírem e verá que aos poucos eles vão acalmando e "ficando" mais tempo na nossa mente. Conforme for praticando vai deparar-se com meros segundo de vazio, onde já não há pensamentos. Aos poucos, esses vazios vão aumentando. Quando encontra esse vazio, está no centro do seu ser, da sua mente. Não os force, deixe eles venham naturalmente e se ainda tiver pensamentos a perturbarem esses vazios, deixe-os virem e irem consoante a vontade "deles". 

Quando estão no vazio é porque a mente já está relaxada e podem começar os exercícios de visualização, se for esse o objectivo. Se não, tentem meditar mais tempo aumentando o período de tempo com a mente no vazio. Esse estado de vazio permite-nos alcançar maior clareza de raciocínio no nosso dia a dia, assim como um maior controlo dos nossos sentimentos, pensamentos e acções. 

Tudo isto requer prática a é um lento processo, mas compensa bastante. Com o tempo, vai ficando cada vez mais fácil. Eu costumava (e ainda o faço) relaxar todo o corpo sempre que podia, principalmente antes de dormir. Aos poucos fui-me apercebendo da quantidade de vezes que estava tensa sem necessidade nenhuma, como se tivesse permanentemente alerta. Quanto isso acontece, ficamos muito cansados e prejudica a clareza de pensamento, para não falar de outros problemas como o stress e bloqueios energéticos. 
Foto retirada do site

Na altura o meu professor disse-me que quem fazia meditação tinha mais consciência do seu corpo e sente logo as mudanças, como quando adoece. Eu na altura fiquei na dúvida, mas agora percebo. Tenho uma sensibilidade completamente diferente sobre mim mesma. Sei mais facilmente quando vou ficar constipada ou por exemplo quando engravidei, o meu corpo deu sinais subtis muito no inicio, o que a maioria das mulher não estão habituadas a ouvir o seu corpo.

Siga o canal do youtube com algumas meditações guiadas que o ajudam neste processo

domingo, 21 de abril de 2013

Equilíbrio

Foto retirada do site
"Porque só damos valor às coisas quando as perdemos?" Todos nós já fizemos esta pergunta a nós mesmos em alguma altura da nossa vida. Acredito que até possa ser uma coisa boa, é a forma que a vida tem de nos ensinar a dar valor àquilo que temos e quando nós nos esquecemos, ela arranja forma de nos relembrar. Se a juventude, a vida, a luz fossem eternas nós nem daríamos pela sua presença nem lhe daríamos o devido valor.

Não acredito em castigos divinos, apenas o Universo tem as suas leis e formas subtis de funcionar. Por vezes pode ser doloroso e parecer cruel, eu sei. Afinal, porque é que uma criança nasce doente? Que mal fez ela para merecer isso? Ou mesmo que fosse para castigar os pais pelas suas más escolhas, seria justo? Nenhuma criança fez mal algum para ter tal destino, no entanto acredito que isso acontece para que nada nesta vida seja um dado adquirido. Se todas as crianças fossem saudáveis não iríamos dar valor à sua sorte, não sentiríamos uma enorme felicidade por os nossos filhos serem saudáveis. E uma criança doente não faz dela menos criança. Precisa de todo o amor e atenção como qualquer outra criança ou até mais. 

Foto retirada do site 
Apenas nada na vida é um dado adquirido a não ser o seu oposto, a morte. É preciso haver escuridão para se entender a luz, é preciso haver sofrimento para se saber amar, uns têm que morrer para que outros possam sobreviver. Isso não significa que seja maldade, são as leis do Universo, e o que torna a vida tão especial, de emoções tão fortes e de ensinamentos tão profundos.

Muitas pessoas se sentem revoltadas por todo o "mal" que lhes acontece. Sentem que nada fizeram para merecer tal sorte. O que ninguém entende é que, se toda a nossa vida fosse simplesmente perfeita, não lhe iríamos dar o mínimo valor nem encontrar a verdadeira felicidade. 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Expectativas!

Porque é mais fácil perdoar um estranho do que alguém que amamos?

Foto retirada do site
Quanto mais próximo está alguém de nós mais expectativas criamos sobre essa pessoa. Enquanto que de um estranho não esperamos muito, o mesmo não acontece quando se trata de amigos ou de família.  Isso porque quanto mais alguém nos é próximo, mais esperamos que essa pessoa nos conheça profundamente e que saiba quando nos magoa. No entanto, isso nem sempre é verdade e se não houver uma boa comunicação, se não houver coragem para dizer a esse alguém que amamos que nos magoou por um determinado motivo, a distância começa a agravar-se. Juntando a isto ainda temos as expectativas dessa pessoa que recaem sobre nós, o que acaba por formar uma bola de neve. Se não correspondemos às expectativas dessa pessoa, normalmente ela começa a agir de forma diferente connosco, que por sua vez vai contra as nossas expectativas em relação a ela e por ai a diante.

Os laços de sangue por si só não são suficientes para criar um bom relacionamento, é necessário trabalhar esses laços para construir confiança e uma relação próspera. Criar demasiadas expectativas sobre alguém por ser do mesmo sangue por vezes leva a uma grande dose de desilusão e vemos famílias desfeitas à conta disso. Tudo porque existe um padrão na forma de agir, que um membro de sangue deve dar mais que um membro de fora, mas será que é realmente assim? É o laço de sangue suficiente por si só? Será que não criamos demasiadas expectativas à conta desse laço?

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Não será uma melhor solução deixar todas as expectativas de lado e apenas aceitar aquilo que quem está à nossa volta é capaz de nos dar? Como seria tão mais libertador ver-se livre das expectativas que recaem sobre si? Onde tudo aquilo que desse seria bem recebido e agradecido e não com o sabor de pouco ou à quem das expectativas, quando muitas das vezes nem sabe as expectativas que essa pessoa tinha de si.

Mas para tal acontecer alguém tem que começar. Então que tal libertar-se das expectativas que tem sobre os demais? Quem sabe se assim não melhora as relações que tem com aqueles que o rodeiam? Além do mais desta forma já não se irá sentir desiludido, mas apenas surpreendido.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Fadas de luz!

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O termo fadas de luz é muito abrangente. Por norma faz lembrar aquelas fadinhas luminosas dos contos infantis, no entanto não é sobre isso que escrevo. Este termo já me foi direccionado algumas vezes e nem sempre com a melhor das entoações. Lembro-me que quando comecei no paganismo, juntei-me a alguns grupos e mais tarde algumas das pessoas que conheci disseram-me que a primeira impressão que tiveram de mim foi precisamente "muita luz". Fiquei confusa em relação a isto, primeiro porque disseram-me isso como se fosse algo negativo e muito sinceramente não entendi o porquê.


Com o tempo ouvi o termo mais algumas vezes até que percebi, quando chamam alguém fada de luz, associam isso a uma pessoa ingénua e sem conteúdo, isto porque é necessário enfrentar o nosso lado dark para encontrar a luz. Mas isso não corresponde à verdade. Por uma pessoa ter muita luz não significa que fuja do seu lado negro. Já pensaram que essa pessoa já o enfrentou? Afinal de contas o objectivo do nosso desenvolvimento não é encontrar a luz, a felicidade, ser mais tolerante com os outros e connosco? Então porque é que se sentem tão ameaçados ao ponto de rotularem uma pessoa que seja mais luminosa?


Quando me chamam fada de luz fico sempre muito feliz, já tive tantas trevas no meu caminho que se alguém vê luz em mim não posso deixar de me sentir bem. Significa que apesar de todas as provas de fogo que tive, enfrentar isso não extinguiu a luz em mim e por isso me sinto feliz. Ao longo do meu percurso no paganismo já encontrei um pouco de tudo, mas acho que o que me choca mais é encontrar pseudo-mestres ou pessoas que se dizem com experiência e que depois não têm a mínima paciência para os novatos ou acham que toda a gente já deveria ter o mesmo nível de conhecimento que eles. Eu acredito que não existem perguntas parvas, e quando nós começamos (e mesmo ao longo do nosso percurso) é muito natural ter dúvidas. Acho que quando somos suficientemente humildes para responder a perguntas de alguém que começou a arte à pouco tempo podemos nos surpreender com aquilo que eles tenham para nos ensinar, por vezes por à prova o nosso conhecimento e apontar lacunas na nossa "formação".


Foto retirada do site
Se sou uma fada de luz, e se isso significa que sou tolerante e paciente com os problemas dos outros então é porque já passei por muita escuridão. Eu conheço bem sentimentos de depressão, de auto depreciação, de raiva, de inveja, de ciúme (sendo ou não justificado), de rejeição, de abandono, de falta de amor próprio,… enfim uma lista interminável, por isso não subestimo esses sentimentos e tento sempre ajudar na sua resolução, porque também eu já passei (e por vezes ainda passo) por eles. Assim como, quando comecei no paganismo não tinha ninguém que respondesse às minhas perguntas, e muitas vezes não era levada a sério devido à minha tenra idade (15 anos na altura). Pois eu acho que isso é um grave erro, primeiro porque existem vários perigos que devem ser chamados a atenção para quem é novo e porque não sabemos o percurso de cada um, existem pessoas de 15 anos com grande bagagem e outras de 30 que são autênticas crianças.

Não sou perfeita nem melhor que ninguém, apenas costumo ter paciência para ouvir os problemas e as dúvidas dos outros e tento dar o meu melhor para ajudar. Se isso faz de mim uma fada de luz, então que assim seja!


(Este foi um tópico que abri num forum Mundo Verde do qual faço parte, mas que gostaria também de partilhar convosco e dar-me a conhecer um pouco melhor. Acredito que existam mais fadas de luz por ai. A todas elas dedico este post)


sábado, 27 de outubro de 2012

O poder das palavras.

Há quem diga que os nossos pensamentos nos definem como pessoa. Ora se os nossos pensamentos são aquilo que somos, as palavras são a forma de como nos exteriorizamos, de como comunicamos com o mundo.

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Não é novidade para ninguém que as palavras têm um grande poder. Elas podem magoar mais que uma bofetada, podem nos inspirar e quando estão em rima é como se tudo no universo se se encaixassem como por magia. As palavras servem também como íman, se falamos sempre em problemas acabamos por atrair mais problemas, se pelo contrario falamos sempre numa perspectiva positiva, então acabamos por atrair essa positividade.

Podemos afectar os outros através das palavras. Quando somos agressivos, a pessoa a quem o dizemos  recebe a nossa agressividade e acaba por se sentir afectada podendo até passar mal, o mesmo acontece quando dizemos algo agradável, tendo a capacidade de mudar o humor ou melhorar o dia de alguém apenas por uma palavra amigável.

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Uma grande prova disso é o estudo do Dr. Masaru Emoto que avaliou a forma como as moléculas da água são afectada pelas palavras. Como se pode ver na imagem, a forma como a água congelou ao dizer "amo-te" é bem mais agradável do que a forma como congelou ao dizer "metes-me nojo, eu vou matar-te". Se isto é o que acontece com a água, então podemos ter uma ideia de como a força das palavras nos podem influenciar. 

Sendo o corpo humano maioritariamente composto por água, podemos assim ter maior consciência de como palavras de ira nos afectam, assim como palavras de amor e gratidão. 

Olhe para a forma como se expressa e como se relaciona com os outros. Isso mexe não só com a sua vida emocional mas também com a sua saúde. 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Como desbloquear emoções, pensamentos, desejos...

Fonte desconhecida
Como podemos desbloquear emoções, pensamentos ou desejos reprimidos? Bem essa é uma pergunta que me tenho feito desde a algum tempo para cá. Existem várias terapias que são recomendadas sempre que falamos no assunto e ajudam bastante, é verdade. No entanto o mais comum dos mortais, que pouco conhece sobre o assunto, merece uma explicação mais acessível. Não sou terapeuta em nada, a minha "formação" neste campo limita-se ao segundo nível de reiki, no entanto sou grande especialista em sentimentos reprimidos e chacras bloqueados, isto claro por experiência própria.

Tudo começou quando comecei a sentir-me completamente desfasada de mim mesma, era como se o meu corpo, a minha mente e a minha alma não estivem centrados num só, mas sim distantes uns dos outros. Ora isso é um sinal claro de que alguma coisa não está bem. O primeiro passo para conseguir resolver qualquer problema é conseguir identificá-lo. Mas muitas vezes os nossos pensamentos e emoções estão tão confusos que parecem um emaranhado de lã. Há que começar por uma ponta. Nesta primeira fase, creio que a meditação é a melhor ajuda. Já ouvi de tudo a respeito, até que a meditação causava depressão, ou que as pessoas que o fazem são mais depressivas. Isso não é bem verdade, a questão é que, é preciso ir ao fundo dos nossos problemas para os conseguirmos resolver e por isso numa primeira fase pode não ser muito fácil enfrentar os nossos fantasmas, ou podemos não estar preparados para a avalanche de emoções que temos reprimida.

Fonte desconhecida
Quando falo em meditação não tem que ser necessariamente aquela imagem de ioga que costumamos ver, apenas parar para pensar e estar connosco mesmos. Basta sentar, nem que seja por 10 minutos do nosso dia, e pensarmos como nos sentimos e porque é que nos sentimos dessa forma, o que nos leva a sentir tristes ou desfasados ou incompreendidos. O importante aqui é não atribuir culpas a ninguém. São os nosso sentimentos logo é da nossa responsabilidade a forma como deixamos os outros nos afectar. É um longo caminho até conseguir perceber toda a dimensão dos nossos bloqueios. Ao inicio começam a revelar-se algumas situações ou pensamentos que nos perturbam e é por ai que se deve começar, tentando perceber a forma como eles nos afectam, o porquê, a sua aceitação e por fim conseguir libertar-nos disso. Quanto mais aprofundar, mais sentimentos acumulados (por vezes à imenso tempo que nem nos tínhamos apercebido que ainda nos afectavam) virão à superfície. 

O mais difícil é libertar, existem sem numeras de formas de o fazer e o efeito, dependendo de cada um, é mais ou menos eficaz. Escrever tudo o que se sente, todas as emoções, poder falar com alguém sobre o assunto (por isso a importância dos psicólogos, se bem que não posso falar por experiência própria), colocar essas frustrações em actividade física,... Enfim um sem número de opções, o importante é depois de identificar e admitir que essas situações ainda nos afectam, conseguir libertar, porque se as mantermos dentro de nós iremos entrar numa espiral de sentimentos negativos e, ai sim, entrar em depressão, o objectivo é conseguir lidar com esse sentimentos, um a um e depois libertar e não continuar com eles acumulados dentro de nós.

Fonte desconhecida
É neste sentido que as terapias têm um papel fundamental e são de grande ajuda. A meditação, o reiki, o EFT, o ho'oponopono, as massagens ayurvédicas, são algumas hipóteses de ajuda para superar esses bloqueios nas suas diversas fases. Numa fase inicial quando é difícil perceber tudo aquilo que temos reprimido, estas terapias ajudam a vir ao de cima aquilo que está no fundo do nosso ser, assim como ajudam-nos bastante a aceitar a nossa humanidade e com isso os nossos defeitos e por fim conseguirmos libertar dessas emoções. Não é um processo fácil, mas todos nós temos sentimentos reprimidos que nos prejudicam na nossa evolução. Quando conseguimos enfrentar os nossos medos, sem os reprimir no fundo do seu ser, sentimos mais purificados e a cada passo sentimo-nos melhor. Por isso vale a pena o esforço!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Competitividade vs Cooperação

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É no meio que está a virtude. Esta frase contem grande verdade e cada vez mais me apercebo que o descontentamento geral se deve ao grande desequilíbrio social que existe neste momento.  Por um lado temos as empresas a incentivar a competitividade, deixando os seu empregados aos limites da exaustão, por outro  temos uma enorme fila de desempregados que "perderam" a luta por um emprego e que ficam arrumados a um canto como se fossem um estorvo da sociedade. No final de tudo, ninguém está feliz com isto.

Assistimos  a uma enorme procura das terapias alternativas e é bastante compreensível o porquê, as pessoas estão cada vez mais desequilibradas, trocaram a sua vida e bem-estar por um salário. O lucro é soberano e está acima de tudo e todos, até mesmo dos próprios valores da sociedade e do respeito pela condição humana.

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Sei que uma sociedade apenas composta pela cooperação seria uma utopia. Também não creio que fosse a mais desejável uma vez que bloqueava incentivos à inovação. Mas a cooperação é também importante e o sentimentos de comunidade faz imensa falta nos dias que correm. Por isso se perderam valores tão importantes, como o valor da família, o tempo para si mesmo e para dedicar aos outros. Tudo em nome de uma competição desenfreada em que o dinheiro domina. No final acabamos por tentar compensar todas essas perdas por bens materiais, mas caímos rapidamente no vazio e a sensação de insatisfação aumenta. É urgente olhar novamente para estes valores, dedicar mais tempo a si mesmo, aos seus filhos, à sua família, ao meio ambiente, ao planeta que o acolhe. Respeitar as mulheres grávidas pelo seu grande contributo à sociedade em vez de serem olhadas como "pouco produtivas",  retomar o espirito de entre ajuda, onde juntos podemos ir mais longe em vez de olhar em redor para todos os outros como seus rivais ou inimigos.

Não se deixe arrastar por esse ideia do lucro acima de qualquer coisa, nem tudo deve ser medido em termos financeiros. Não tente compensar os seus filhos com bens materiais pela sua falta de tempo em casa. Encontre o seu equilíbrio entre as duas vertentes. A mudança começa em nós!

domingo, 9 de setembro de 2012

Crítica

O velho, o jovem e o burro
Decidi partilhar com vocês uma história que me é contada desde criança:

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“Era uma vez, um velho, um jovem e um burro que andavam em viagem. Após um longo percurso encontraram uma pequena aldeia onde iriam repousar, mas assim que chegaram à aldeia, ouviram comentários a seu respeito. – Olhem para aqueles dois parvos! dizia alguém, têm um burro e vêem os dois a pé!

No dia seguinte, após uma boa noite de repouso e não querendo voltar a fazer figura de idiotas, os dois decidiram continuar a sua viagem, mas desta vez montaram os dois o burro. Quando a noite chegou encontraram um novo local para pernoitar, e novamente, assim que entraram na aldeia, ouviram alguém. – Olhem só aqueles dois malandros montados no burro. Coitado do burro, ter que vir a carregar com eles dois todo o caminho.

Muito incomodados com os novos comentários, assim que voltou a amanhecer lá partiram novamente os nossos viajantes. Decidiram que apenas o velho montava o burro e o jovem iria a pé. Quando a noite voltou a cair e encontraram um novo sitio para ficar, não esperavam ser novamente criticados, mas assim que chegaram ao novo local ouviram alguém. – Olhem para aquele velho, grande malandro. Vai ali o pobre rapaz a pé, coitado, enquanto o velho vai montado no burro, todo refastelado.

Assim que o dia nasceu, seguiram viagem, mas já cansados de tanto os criticarem e o velho envergonhado pelo que ouviu, decidiram que seria o jovem a ir no burro. Como tal, mais uma vez a noite chegou e mais uma vez foram criticados. Olhem para aqueles dois, onde é que isto já se viu? O jovem que tem boa perna vai montado no burro e o velho coitado que já mal pode andar é que vai a pé!. E foi a partir desse dia que decidiram que iriam montar, ou não, o burro da forma que mais lhes agradasse, porque fizessem o que fizessem, seriam sempre criticados por alguém.”

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A moral da história é muito fácil de entender. Uma vez que vivemos em sociedade, temos tendência a agradar tudo e todos e quando ouvimos criticas a nosso respeito, por vezes mudamos a nossa atitude para agradar aos demais, mas a verdade é que nunca agradamos a toda a gente por isso o melhor será tomar as suas decisões por quem você é, por aquilo que acredita. Irá sempre ter pessoas a favor e pessoas contra, só precisa de aprender a lidar com as criticas alheias (que muitas das vezes resume-se  a não lhe dar crédito, nem o direito de interferir na sua vida) e ter a coragem de seguir aquilo em que realmente acredita. Por vezes nem sempre é fácil distanciarmo-nos da critica alheia (maioritariamente destrutivas), mas esta história ajuda-me sempre a lembrar que, por muito que tente, não posso agradar a toda a gente. Então porque não começar por me agradar a mim?

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Religião

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Todas as religiões são caminhos diferentes para chegar até Deus. É com esta frase que eu costumo definir a religião que apela a uma abertura ao respeito e à tolerância. Acredito que de facto seja assim, nenhuma religião é melhor que a outra, nem nenhuma religião deve sobrepor-se sobre todas as outras. A religião deve ser algo que nos torne pessoas melhores e que contribui para o nosso desenvolvimento espiritual e não motivo de conflitos e guerras. Claro que para isso é necessário o respeito e que se acabe de uma vez com as "conversões", cada um deve ser livre de escolher a religião com que tenha maior afinidade.
 

Sei que por vezes sou um pouco crítica com as "religiões dos livros", que permanecem estáticas no tempo e são essas que mais contribuem para a imposição de ideias da idade da pedra. Tento respeitar ao máximo todos os seus seguidores, mas quando caímos no fanatismo de seguir à letra tudo o que está escrito nesses livros,  deixa de existir abertura e respeito pelas crenças alheias, passando a uma situação de pretensiosismo em que apenas nós detemos a (pseudo) chave da salvação e todas as restantes almas irão cair em desgraça. Essas religiões assustam-me pelo seu fanatismo, ensinaram os seus crentes a desconfiar de tudo o que é diferente e regra geral quando não conhecemos algo acabamos por a temer, e tudo aquilo que tememos o nosso instinto diz-nos para a destruir.

Num mundo com tanta diversidade, se não há espaço para a tolerância então só existirá mal estar e situações de conflito. Isto porque não existe respeito pela liberdade religiosa de cada um, porque cada um acredita que a sua religião é melhor e soberana que se deve elevar acima de todas as outras. Então o verdadeiro objectivo da religião, cujo seu significado é União com o Divino e que nos inspira a ser melhores, mais completos a caminho da nossa evolução espiritual, acaba por se perder.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Amor Incondicional

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“No começo amamos somente quando somos amados.
Depois, amamos espontaneamente, mas queremos ser amados em retorno.
Em seguida amamos mesmo se não somos amados, mas queremos ainda que nosso amor seja aceite.
E, finalmente, amamos pura e simplesmente, sem nenhuma outra necessidade senão a de amar."




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Amar sem esperar nada em troca, sem a influência do ego e sem nos impedir-mos a nós mesmos. Esse é o verdadeiro amor, aquele que não espera retribuição, que se ama apenas por amar, onde não existe espaço para o ciúme, onde se compreende que cada ser humano pertence apenas a si mesmo e a mais ninguém, onde o respeito pelas decisões da pessoa amada está acima de qualquer fragilidade do nosso ego. É-nos ensinado que o amor é o sentimento mais nobre que o ser humano pode ter, mas depois é-nos impedido de amar mais do que uma pessoa, por vezes até é vergonhoso mostrar sinais de amor e normalmente o sentimento de posse é confundido com amor. Ame pura e simplesmente sem ter a necessidade de prender a pessoa a si. Se a ama respeite as suas decisões, mesmo que para ela o melhor seja estar afastada de si. Ame à sua vontade, sem medo nem restrições. Apenas ame!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Ser mulher

O que é ser mulher?
Foto retirada do site

É ser mãe?
Então e todas as mulheres que ainda não o são ou por alguma eventualidade não o podem ser?
É ter seios, útero?
Então e as mulheres que por motivo de doença os têm que tirar?
É ser feminina?
Então as mulheres "Maria Rapaz"?
É ser fútil? Ligar apenas às aparências e compras?
Então e aquelas mulheres que não ligam a nada disso?
É ter um corpo feminino?
Então e as mulheres que nascem em corpo de homem?




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Ser mulher é ser lutadora, corajosa, carinhosa, sentimental, empenhada, protectora, emotiva, honesta, cuidadosa...


Ser mulher não nos faz melhor nem pior que o sexo oposto, apenas contribuímos com as nossas diferenças  para a diversidade do mundo, como parte de um todo.



Ser mulher depende apenas da nossa essência interior, independentemente das nossas imperfeições físicas, dos nossos gostos variados ou do nosso carácter.



Ser mulher é ser única!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Tarot - o oráculo


Ao contrário do que possam pensar, os tarólogos não têm um dom da visão. Apenas nos limitamos a ler as cartas e os cenários que elas nos mostram. Os oráculos são um elemento precioso que nos pode auxiliar bastante na nossa vida e nas decisões que tomamos. No entanto não são eles que nos ditam o destino, apenas nos indicam o caminho que estamos a tomar e as suas consequências, cabe-nos a nós escolher se queremos continuar nesse caminho ou se pretendemos fazer algumas mudanças. Temos sempre o poder de decisão, e com isso a responsabilidade pelas nossas escolhas. Mas os oráculos servem como amigos conselheiros que nos mostram todo o panorama, ao qual sem eles, não teríamos acesso.

O Tarot, como oráculo, dispõe sempre de mais informação que nós. Conhece bem o nosso estado de espírito e a nossa forma de agir, mas também toda a nossa envolvente. Assim permite-nos fazer escolha de forma mais consciente e mais bem informados. Por vezes alerta-nos para situações de que não tínhamos conhecimento e permite-nos ajustar o nosso comportamento a determinadas situações.

Apenas para referir que não existe consenso sobre a questão do oráculo. Há quem considera o instrumento o oráculo, como o tarot, as runas, os pêndulos..., no entanto existe quem defenda que o oráculo é a pessoa que lê pois é ela a mensageira que transmite a informação. Isso explica por vezes o porquê de existir conclusões diferentes, para uma mesma tirada, entre duas pessoas ou mais. No entanto deve-se confiar no juízo de quem faz a leitura, uma vez que foi com ela que as cartas (ou outra forma divinatória) comunicaram. 

O Tarot Universal da Deusa é um tarot muito especial com características muito específicas. Ele é representado por diversas Deusas de diversos panteões de todo o mundo, sendo que cada carta se mistura e envolve com a história e a essência da Deusa que representa. Deve ser trabalhado por alguém que tenha grande paixão e curiosidade por diversas mitologias.

Vale a pena experimentar.

De 30 de Setembro a 6 de Outubro

Esta semana estamos sob as bênçãos das   Deusas Horas , Eunomia, Dike e Irene, a justiça, a disciplina e a paz. A frase que as define...